Causas da seca
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As principais causas da seca do nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas).
O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.
DESENVOLVIMENTO AMPLIADO
O fenômeno das secas no Brasil se dá por causas naturais, uma região que apresenta alta variabilidade climática, ocorrendo quando a chamada zona de convergência intertropical (ZCIT) não consegue se deslocar até a região Nordeste no período verão-outono no Hemisfério Sul, sobretudo nos períodos de El Niño.
A ZCIT apresenta um movimento meridional sazonal, com uma posição média anual junto à latitude 5 graus Norte.
Desde 1605, a região já enfrentou dezenas de períodos de seca.
Alguns de gravidade tão elevada que geraram aceleração do êxodo rural para outras regiões.
A seca não é somente um fenômeno ambiental com consequências negativas, mas um fenômeno de dimensões econômicas, sociais e políticas secularmente presentes na vida da população do NE brasileiro.
Trata-se de um problema de distribuição dos recursos naturais, sobretudo da água.
A seca permite uma medida do quanto a água e a terra encontram-se pouco disponíveis para a porção mais pobre da população rural nordestina.
A região não é desértica, como se poderia pensar numa primeira abordagem, mas apresenta um clima semiárido. A precipitação anual em Paris (França) é similar em sua quantidade à precipitação sobre partes do Nordeste.
Mas é claro que a distribuição da precipitação e a quantidade de evapotranspiração são diferentes entre essas regiões.
No NE a distribuição da precipitação apresenta-se altamente variável de um ano para outro (associada ao fenómeno de variabilidade climática). Por outro lado a evapotranspiração potencial no NE também é relativamente maior devido a maior incidência de radiação solar.
Assim, a seca nordestina do Brasil é um problema bastante complexo. Ao longo da história brasileira a manutenção das regras sociais, do status que da elite dominante (oligarquia nordestina) jogou contra uma democratização e distribuição dos recursos ambientais, assim estabelecendo os limites da ação das classes sociais, subordinando uma à outra diretamente.